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Ano 8 – Número 270– 18.04.08

“VI Fórum Peretz de Educação Continuada”
Colégio I.L. Peretz promove um espaço de informação e debate com seus educadores

Com a preocupação constante em manter sua equipe de educadores bem informada, o Colégio Peretz realizou o “Fórum Peretz de Educação Continuada”. Em sua sexta edição, o ciclo de palestras permite ao professor ampliar as possibilidades de um trabalho de formação de indivíduos comprometidos com o conhecimento, a justiça social e o respeito à diversidade e, como sempre, surpreendeu tanto pela qualidade de seus palestrantes como pela importância das temáticas abordadas.
O Fórum contou com a presença do economista Gustavo Ioschpe, a antropóloga Adriana Abreu Magalhães Dias, a titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância Margarette Barreto e o músico Alberto Marsicano.
(confira a notícia completa no site www.peretz.com.br)
Reshet.il

O Peretz firmou parceria com a Reshet.il, uma rede virtual que busca estabelecer contato entre escolas judaicas e estreitar os laços com Israel. Reshet.il crê em uma “comunidade educativa em permanente aprendizado” e, para alcançar essa finalidade, apóia-se no mundo da aprendizagem virtual.
Nessa semana, todos os coordenadores e educadores da área judaica, da Educação Infantil ao Ensino Médio, participaram da primeira “web-conference”.
Eles interagiram com um famoso radialista de Israel, com escolas judaicas participantes da América Latina, e assistiram à aula virtual sobre a história e o repertório da música israelense, desde os primórdios do Estado de Israel até hoje em dia.
Repercussão:
Sr. Luiz Largman – Presidente do Colégio I.L.Peretz
A/C Gita K. Guinsburg e Nelson Rozenchan
Prezado Senhor
A Federação Israelita do Estado de São Paulo parabeniza o Colégio I.L.Peretz, bem como a toda a sua diretoria pedagógica, pela seu ingresso na Reshet. il.
Cordialmente,
Shalom!
Janos Kovesi,Isaac Candi – Assessores
Alberto Milkewitz - Diretor Institucional
Pais amantes do esporte na Educação Infantil
Como parte do estudo das Olimpíadas, os alunos da Educação Infantil IV e V têm aprendido cada vez mais sobre as particularidades de cada esporte. Para ajudar nessa busca pelo conhecimento, os pais que praticam algum esporte foram chamados para um bate-papo com os alunos, em que contaram algumas características e roupas utilizadas para a sua prática. As turmas já haviam se preparado para o momento, criando com antecedência as perguntas que fariam. E não decepcionaram: os pais adoraram serem entrevistados por nossas crianças.




Leitura dramatizada
Nosso aluno do 8º ano, Michel Joelsas, fez parte de um renomado elenco que realizou a leitura dramatizada do primeiro livro em iídiche editado no Brasil, Neie Heimen (Novos Lares), de Adolfo Kischinhevisky, em 1932. O evento aconteceu no Centro de Cultura Judaica e foi ambientado por Klezmer, o som musical judaico do início do século passado. Nessa semana, o filme “O ano em que meus pais saíram de férias”, do qual Michel é protagonista, foi eleito o melhor filme no “Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro”, o nosso "Oscar".
Parque CienTec-USP
Na última semana, os professores George Hirata e Luciano Nakagawa foram com os alunos participantes do projeto “Jovens Físicos” conhecer o parque de Ciência e Tecnologia da USP (CienTec-USP). O parque traz diversos laboratórios, demonstrações e experiências, em que a ciência e a tecnologia ficam muito mais próximas do estudante, um verdadeiro estímulo ao conhecimento. “O aprendizado torna-se espontâneo”, explica Hirata.



Esporte
O Peretz jogou mais uma etapa da Copa Jetix de futebol. Os alunos ganharam outros dois jogos, mas perderam em seguida. O mesmo ocorreu com o time feminino. Mas a animação continua, já que nossos atletas ainda estão disputando a Copa Danone. Valeu, turma!
Reencontro...31 anos depois!

Os laços de carinho permaneceram. Mais de 30 anos depois, a primeira turma de colegial (atual Ensino Médio) do Peretz, formada em 1977 (ou em 1974, no ginásio, atual Ensino Fundamental II) promoveu um reencontro. Antes que ele pudesse se concretizar, foi preciso resgatar os contatos perdidos, procurar antigos colegas e formar uma rede virtual para se comunicarem via e-mail.
Deu certo. A turma se reencontrou em um happy hour para relembrar histórias marcantes do período estudantil, reatar antigas amizades e dividir com os ex-colegas as atuais realizações.
Eles não querem mais perder o contato e já marcaram outras confraternizações. Miriam Gabor, que tem ajudado a coordenar a comunicação on line da turma, conta que muitos já puseram seus filhos no Peretz, perpetuando as gerações.
Ela só lamenta o fato de que não foi possível encontrar o contato de todos os ex-colegas. Você fez parte da turma que se formou no Ensino Médio (antigo Colegial) em 77? Conhece alguém que tenha se formado e não está em contato com o grupo? Entre em contato pelo e-mail peretz74@grupos.com.br.



“Holografische Pletzel”
Uma exposição no Centro de Cultura Judaica conta com a participação do professor de Hebraico, Theo Hotz. A “Holografische Pletzel” é uma instalação holográfica com imagens de pessoas que parecem interagir com o público, falando e cantando em iídiche, idioma homenageado pelo CCJ, durante o mês de abril. Quem puder conferir, verá nosso moré em versão “virtual”.
Havdalá
Os alunos do segundo ano do Fundamental I, que estudaram sobre o shabat e suas simbologias, encerram o ciclo de estudos com uma emocionante confraternização. Uma família de cada turma reuniu os alunos para uma Havdalá, marcando o término do período de descanso. “Foi lindo ver como os alunos souberam explicar detalhadamente o que aprenderam, e envolveram-se no projeto”, conta Mariana Gottfried, coordenadora da área judaica da unidade.
Relato
O texto a seguir foi produzido por uma aluna judia estudante de um colégio não judaico, particular, de classe média alta. Ela desabafa sobre o descaso dos colegas, que, durante uma aula sobre o Holocausto, riram da tragédia como se ela fosse digna de piada. Vale a pena a reflexão.
Que tipo de pessoa vê um semelhante, nu, desnutrido e praticamente à morte e assobia? Eu respondo: garotos de dezessete anos, da classe média alta, que tiveram boa formação educacional e (supõe-se) moral. Por mais perplexo que você consiga ficar de vez em quando com a crueldade do mundo, nada nunca me atingiu com tanta intensidade quanto a falta de respeito dos meus colegas de classe, durante a exibição de um documentário sobre a Segunda Guerra Mundial.
O que quer que tenha sido o mais ridículo - ainda não decidi se foi o assobio ou se a onda de risadas que o seguiu - fez com que eu passasse o fim de semana inteiro me perguntando exatamente o quê estava acontecendo. Precisamente em que momento, coisas lamentáveis como o Holocausto viraram motivo para piadas estúpidas? Vemos indícios disso todos os dias. Quando os aviões da TAM caíram, quanto tempo demorou até que brincadeiras sobre isso circulassem pela internet? Quando a corrupção saltou aos nossos olhos (mais uma vez), o que fizemos?! Mais comédia sobre cuecas cheias de dinheiro e cartões de créditos que usam verba pública.
Analisando o comportamento de pessoas da minha idade, tenho medo do que vêm pela frente; o que as gerações seguintes à minha aprenderão? A rir ao invés de agir? Sorrimos porque achamos que está tudo perdido, quando, na verdade, está perdido porque rimos. Não posso dizer que muito poderia ter sido feito pelo judeu que apareceu naquele documentário - ele já está morto há mais de cinqüenta anos - mas o mínimo que poderíamos ter feito era dedicar-lhe um silêncio respeitoso, porque ele foi uma vítima, não de uma fatalidade, mas de um governo tirânico e legítimo - afinal de contas, foram pessoas como nós que colocaram Hitler no poder.
No entanto, medidas podem ser tomadas a respeito da criança que faz malabarismos no sinaleiro, das escolas públicas que não funcionam como deveriam, da violência e da corrupção. Tudo o que é preciso é que paremos de achar graça das catástrofes sociais e ver como motivo de lástima o que deve ser lastimado. Agir, ao invés de quebrar nossas cabeças, procurando por um lado engraçado em algo que nada mais trouxe do que sofrimento e desgraça. Parar de se conformar e fazer algo a respeito de tudo que acontece à sua volta. Se envolver, lutar.
Então, lembro dos meus colegas de sala se divertindo de uma pessoa à beira da
morte e, inevitavelmente, recordo que daqui há dez, quinze anos, eles serão
pais. Temo por essa geração seguinte, porque se seus pais pensam que o Holocausto
é motivo de diversão, tenho medo do que os filhos farão quando o Brasil estiver
em suas mãos.
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