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Ano 7 – Número 258 – 21.12.07
Formatura do 3º ano
A 3ª série do Ensino Médio comoveu pais, amigos e familiares que foram prestigiar na Sinagoga Mordechai Guertzenstein a cerimônia de formatura. Discursos entusiasmados, alegrias e desejos de vitórias deram o tom da festa. Os pais realizaram a bênção aos filhos e houve ainda a presença do grupo de teatro Tela Viva, que, pelo décimo ano consecutivo, veio ao Peretz para a apresentação de uma peça sobre a vida escolar, parodiando professores, alunos e cenas que ocorreram ao longo do ano. Agora a turma formada volta toda sua atenção para os vestibulares. Boa sorte!
Leia AQUI o discurso do paraninfo Charles Judica Chiló
Leia AQUI o discurso do orador David Nissimoff
Leia AQUI o discurso do orador Gabriel Douek




Aprovados no vestibular
A turma do terceiro ano do Ensino Médio não é grande, mas seus 14 alunos já começaram a mostrar seu grande potencial nos resultados excelentes alcançados nos primeiros vestibulares.
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Ariel Szmuskowicz |
Engenharia - Centro Universitário FEI |
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Bruno Elie Guetta |
2ª fase da UFPR (Universidade Federal do Paraná) - Publicidade e Propaganda |
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Daniel Bezborodco |
2ª fase da Fuvest - Engenharia |
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David Nissimoff |
2ª fase da Fuvest - Engenharia |
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Evelyn Sayeg |
Psicologia – PUC |
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Gabriel Douek |
2ª fase da Fuvest - Pedagogia |
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Helena Brick |
Dança e Direito – Anhembi Morumbi |
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Julia Steinbruch |
Moda – Belas Artes Curso Técnico de Teatro - Célia Helena Teatro Escola Design de Games – Anhembi Morumbi |
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Juliana Goldenberg |
Pedagogia – PUC |
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Sergio Tempel |
Arquitetura - Escola da Cidade (Associação de Ensino de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo) |
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Simão Kagan |
Medicina - Universidade de Mogi das Cruzes Engenharia Química - Faap |
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Stephanie Waisbich |
2ª fase da Fuvest – Medicina Veterinária |
Além deles, passaram para a 2ª fase da Fuvest como “treineiros” os alunos do segundo ano do Ensino Médio:
Houve também alunos formados em 2006 que estão na disputa na próxima fase da Fuvest:
Pedimos aos alunos que continuem a informar sobre suas aprovações pelo e-mail: comunicacao@peretz.com.br.
Conquista
O ex-aluno do Peretz Marcello Waisberg Stifelmann recebeu a primeira carta de admissão da universidade americana “Illinois State University”, na área de “Business”. Marcello, sua conquista é nossa também. Parabéns!
Saudades
É com muito pesar que comunicamos à Família Peretz o falecimento do querido ex-aluno ERICK BESBORODCO, ocorrido na última quarta-feira, 19. Durante todos os seus anos de Peretz, Erick havia se formado em 2004, trouxe alegria a todos os nossos alunos, professores e funcionários. As rezas serão realizadas no Beit Chabad do Brooklin, rua Guararapés, 909. Hoje, sexta-feira, às 19h, sábado às 10h da manhã, e nos demais dias às 19h30 (até terça-feira). Mais informações pelo telefone da sinagoga (11) 5042-1023.
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Discurso do paraninfo Charles Judica Chiló
“Depois de tanto que já lhes falei ao longo desses três anos, fica muito difícil escolher as melhores palavras para sintetizar as experiências de vida. Já lhes falei muito sobre coisas engraçadas e de forma bastante irreverente, mas creio que chegou o momento de falar sobre coisas realmente sérias.
Ao fazer uma análise dessa turma, para escrever essas palavras, cheguei à conclusão de que há três pilastras que formam um tripé que lhes sustentou. Tratam-se de pilastras muito sólidas, pois os abalos sísmicos pelos quais vocês passaram e continuaram erguidos não foram poucos, nem pequenos. Trata-se de uma turma reduzida e que perdeu parte de seus integrantes ao longo do curso. Uma turma que começou fragmentada, composta por várias e pequenas panelinhas, e cuja divisão era nítida para quem vinha de fora. Uma turma que tinha tudo para dar errado. E foi nesse terreno, ora árido ora pantanoso, que as pilastras a que me referi há pouco começaram a edificar-se. A saber: a diversidade, a auto-estima e a solidariedade.
Falar sobre a relação de vocês com a diversidade, a auto-estima e a solidariedade é perder muito tempo. Mas, como no mundo pós-moderno tempo não é nosso aliado, serei breve. A exploração do conceito de diversidade tornou-se uma tônica no final do século 20 e nesse início de século. Parece-me que a valorização da diversidade, o reconhecimento do outro e da alteridade, tornaram-se uma moeda para se pagar ou se apagar a negação com a diferença e as tentativas ‘homogeneizadoras’ que levaram a uma barbárie na primeira metade do século 20. Já entre nós, alunos e professores, a diversidade é, talvez, a melhor palavra para ser usada que pode os definir. Se olharmos uns para os outros, facilmente veremos que somos poucos, mas, completamente diferentes entre nós. Isso não é defeito, pelo contrário, é uma das nossas maiores virtudes, pois é justamente isso que faz com que possamos nos respeitar, nos admirar e, acima de tudo, gostarmos uns dos outros. Além do alto nível das matérias ensinadas no Peretz, esse é um dos maiores legados que a escola lhes proporcionou. Aqui não cabe nenhuma critica, mas, aqueles alunos que concluíram o Ensino Fundamental com vocês e saíram do Peretz utilizando o argumento de que precisavam buscar as diferenças, erraram na escolha, pois, certamente, foram para as escolas, sejam quais forem, que tinham o mesmo perfil, ou seja, os demais alunos eram todos muito parecidos entre si e os professores são selecionados para serem adequados ao perfil daqueles alunos e, portanto, muito semelhantes. Aqui, vocês tiveram a feliz oportunidade de conviver com a diferença, o que é difícil, mas extremamente enriquecedor.
Por outro lado, esse foi um grupo que teve a auto-estima colocada em risco por diversas vezes. O fato de ser apenas uma classe, e ter sofrido a perda de alguns de seus integrantes por diferentes motivos, gerou em muitos momentos um certo grau de desconfiança e, por vezes, uma sensação de fracasso, superados pela preservação da auto-estima e pelo bom humor reinante, mesmo nos momentos de maior angústia. A alegria da turma acabava por nos contagiar e, certamente, foi o ingrediente responsável pelo bom desempenho, não apenas individual, mas coletivo.
Já a terceira pilastra, e talvez a mais sólida, é a solidariedade. Falar em solidariedade aqui parece redundância, pois os exemplos se multiplicam. Creio que o empenho de todos, em diferentes proporções, para a realização da Marcha da Vida, cabe como a maior síntese. Às vezes, ou muitas vezes, fazemos coisas que pensamos intuitivas e nem sempre tomamos conhecimento de seu significado. Se voltarmos à filosofia, podemos tomar o conhecimento de José Ortega y Gasset, um dos maiores do século 20, senão o principal, e sua célebre frase: ‘Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela, não me salvo a mim’. Tomando por base esse raciocínio, podemos concluir que a realização do homem não é algo que pode ocorrer de forma individual. Independente da relação deste com o outro, para que o indivíduo a alcance é preciso que a sociedade também o faça, ou seja, não é possível alguém ser plenamente feliz se a maior parte do mundo não o é. Nesse sentido, creio que as relações de solidariedade que vocês construíram representam.
Vocês puseram em prática o pensamento filosófico de Ortega y Gasset, pois muitas foram as vezes em que cada um de vocês buscou salvar as suas circunstâncias para que o bem coletivo fosse preservado. Agora que vocês deixam o Peretz, basta que mantenham a mesma prática. Vejam a sua circunstância de forma espiral: partindo da família e dos amigos, mas atingindo a sociedade como um todo. E não meçam esforços para salvá-la, pois, assim, não só serão mais felizes, mas tornarão o mundo mais feliz.”
Discurso do orador David Nissimoff
“Nessa mesma semana em que celebramos a nossa formatura, lemos a parashá Vaiehi, que é a última do primeiro livro da Torá, Bereshit. Da mesma forma, nós hoje terminamos a última fase de estudos no Peretz. Nessa data, meus colegas e eu celebramos, com sentimentos mistos, a conclusão de uma importante etapa de nossa formação acadêmica. Por um lado, a felicidade por terminarmos essa fase. Por outro, saudade do que fica para trás.
Concluir o ensino no Peretz é para nós um momento de alegria e um momento para podermos agradecer a dedicação, o empenho, o incentivo, a boa vontade e a paciência de todos os que conviveram conosco os anos da nossa infância, adolescência e início da fase adulta. Os seus ensinamentos e os seus exemplos em muito contribuíram para nos preparar para os desafios que nos esperam daqui para frente. Ao longo de todos esses anos no Peretz, amizades formaram-se e se fortaleceram. Ao longo de todos esses anos no Peretz, um sentimento de comunidade judaica aqui no Brasil ou em Israel cresceram e solidificaram-se, como a viagem promovida pela escola, tendo sido a nossa a primeira das viagens a Israel, que já se tornaram tradicionais.
Ao longo de todos esses anos de Peretz aprendemos a ser cidadãos conscientes e participativos, sabedores da importância de lutar pela justiça e por nossos valores éticos sobre as luzes eternas da nossa Torá. Tenho certeza de que expresso o sentimento de meus colegas ao agradecer também aos nossos pais e as nossas mães, que nos apóiam incondicionalmente, aos nossos avôs e avós, que nos mimam, aos nossos familiares, que nos incentivam, e a todos aqueles que torcem pelo nosso sucesso.
Da mesma forma que na próxima semana inicia-se a leitura do segundo livro da Torá, também nós estamos nos preparando para dar início a uma nova etapa em nossas vidas. Agradecemos a Deus por termos chegado a esse dia, pedimos a Ele que continue a nos acompanhar e que tenhamos pela frente um caminho de leite e mel.”
Discurso do orador Gabriel Douek
“Estamos reunidos aqui hoje para celebrar o fim de mais uma das etapas que acompanham nossas vidas. Depois de tantos anos de convivência dessa família que se construiu aqui dentro do Peretz, chegou o momento de nos despedirmos. É claro que um milhão de sentimentos nos atingem nesse exato momento.
Para falar a verdade, há umas duas semanas eu não tinha nem idéia do que iria dizer nesse momento tão especial. Até que um dia eu fui ao ‘Vermelhinho’ para ver algumas das fotos da nossa turma, de quando estudávamos na Educação Infantil. Eu fiquei ali, sozinho, num pequeno salão. Na época, nos parecia enorme, e sentado numa cadeira minúscula, mas ideal quando se tem cinco anos de idade. Enquanto eu folhava alguns daqueles álbuns, refletia sobre o significado de todo esse tempo em que passamos juntos aqui no Peretz.
Com certeza a gente passou aqui nessa escola anos de intenso aprendizado. Não foram apenas os conteúdos de matemática, português ou geografia que nos foram ensinados, sendo que foram até colocados um pouco de lado em alguns momentos. Foi aqui que nós descobrimos nossa segunda família. Juntos, viajamos, brincamos, rimos e até choramos, às vezes de tanto rir.
Aprendemos aqui que as amizades eternas existem. Aprendemos a pedir desculpas e a fazer as pazes. Aprendemos a errar e aprendemos ainda mais com nosso erro. Aprendemos a crescer e nunca deixar de ser crianças e aprendemos que nunca devemos deixar de ser nós mesmos. Aprendemos a conviver em grupo, respeitando as diferenças. Quando isso não era alcançado, tentávamos resolver nas famosas rodas de conversa no primário, que no ginásio e no colegial foram substituídas por broncas do coordenador, advertências ou trabalhos ‘forçados’ na cantina...
Aprendemos sobre a cultura e as tradições judaicas. Se quando estávamos no ‘Jardim da Infância’, não percebíamos a profundidade de tudo aquilo, hoje somos capazes de alcançá-la. Mas sempre que aparecer algo que ainda não compreendemos, temos um ótimo surfista a quem recorrer (rabino e professor Marcelo Borer). Aprendemos que um “moré” é muito mais do que apenas um professor. Para isso, exemplos não faltam. Ir comer macarronada na casa de uma, deslocar a sala de aula para a casa da outra e arranjar qualquer desculpa para apreciar um delicioso pavê na casa de uma terceira, acreditem, isso não acontece em qualquer colégio.
Todos sabem que nossa turma já foi bem maior. Alguns se mudaram ao longo dos anos, mas tenho certeza de que eles nunca deixaram de fazer parte da nossa família. Agora está na hora de todos se mudarem. Cada um vai seguir seu rumo, mas com certeza vai levar consigo uma deliciosa lembrança, sabendo que sempre poderá contar com todos os que já fizeram e continuam fazendo parte de sua história.
Portanto, o que resta dizer agora é obrigado. Obrigado aos pais, aos professores, todos os funcionários e aos meus grandes amigos, porque, como diz a música: ‘É preciso saber viver’. E isso nós aprendemos juntos. Obrigado.”